A Dengue é Manchete

A matéria, assinada pela jornalista Isabel Czepak, informa que existem 600 pontos críticos na cidade (a matéria deixa claro que não são focos) que podem servir de criadouro do mosquito da dengue. A reportagem cita dados, mas não fornece as fontes.
Diz, por exemplo, que já são cerca de 3 mil casos "suspeitos", em Goiânia e Aparecida de Goiânia. Mas quem forneceu esta informação? Não se sabe. E a repórter não cita a fonte responsável por estes números. Ou seja, continuamos (a população, a sociedade) sem informações precisas sobre a epidemia.
No texto da Isabel está escrito o seguinte: "As ações do poder público para tentar conter o avanço da dengue na capital já mobilizam certa de 700 profissionais da Prefeitura e do Estado". Novamente esta informação não é acompanhada de uma fonte. E se não é, o jornal a assume como verdadeira. O leitor menos crítico também.
Não resta dúvida que a matéria publicada com destaque no jornal O Popular chama a atenção para a doença. Mas os números citados não são convincentes para tranquilizar a população. Tudo leva a crer que a situação é bem mais grave que a divulgada na matéria.
Como disse anteriormente: será necessária uma cobrança mais enérgica da sociedade sobre o poder público, sobre os governos. A verdade, por mais crua que seja, tem que ser divulgada. A desconfiança, motivada por informações insuficientes, continua dando a tônica nessa questão da mais alta gravidade.

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