sábado, janeiro 14, 2006

Comunicação na Crise

A matéria-prima da mídia é a informação. Nos momentos de crise ela costuma ser a maior vítima. Assim como numa guerra. Quem está acossado pela crise fica tentado a sonegar informação. O vácuo que se cria com esta atitude abre espaço para a especulação. Resultado: a emenda sai pior do que o soneto. Quem não quiser ser pego de surpresa, tem que se preparar para esta eventualidade.

Trabalhar a comunicação durante uma crise não é tarefa fácil. Exige muito preparo. E profissionalismo. Em outras palavras: planejamento prévio. As empresas que prezam a sua reputação e imagem devem atentar para esta questão. A crise acontece quando menos se espera. Mas uma coisa é certa: ninguém está totalmente imune.

Se não for tratada com o cuidado devido, lá se foi reputação. No rastro, a imagem vai junto. E o que é pior: a sobrevivência da empresa pode até ficar ameaçada. Quem já vivenciou uma situação como essa sabe o quanto ela é traumática. O caso das pílulas de placebo da Schering do Brasil é um ótimo exemplo.

Embora se tratasse de uma grande multinacional do segmento farmacêutico, a empresa se revelou completamente amadora para lidar com uma situação de crise. A negligência custou caro. Do episódio, ficou a lição: quem não tem iniciativa, navega ao sabor das circunstâncias.