sábado, janeiro 07, 2006

Mercador de Ilusões

No livro "Comunicação Empresarial - Teoria e Pesquisa", do professor Wilson da Costa Bueno, discute-se questões pertinentes ao relacionamento das empresas e instituições com a mídia. O autor faz um alerta: "O relacionamento com a mídia pressupõe ter mais do que um nome de jornalista ou o título de um jornal extraído de um cadastro, que só produz etiquetas, mas não relacionamentos; vai além de gerar releases via fax, correio ou e-mail".

Bueno acrescenta: "É preciso, para não correr riscos desnecessários e aumentar a eficiência/eficácia dos relacionamentos, conhecer com detalhes o perfil do seu público-alvo, no caso, jornais e jornalistas. Quem atira no escuro pode, sem querer, acertar em fantasmas".

O alerta do professor Bueno é um petardo certeiro nas estratégias de empresas de comunicação empresarial que a partir de suas bases no eixo Rio-São Paulo acreditam que, munidas de uma listagem de veículos e jornalistas, podem fazer Assessoria de Comunicação para todo o Brasil.

É um erro crasso desconhecer as particularidades regionais e as culturas locais. Para ganhar espaço na mídia continua sendo fundamental os relacionamentos. Nem mesmo a facilidade dos e-mails substituiu o contato direto. Quem difunde isso para o seu cliente está, no fundo, atuando como um "mercador de ilusões". Ou como diz o professor Wilson, está dando tiro no escuro e acaba atingindo "fantasmas".